Este lema da vida beneditina é o mesmo que viver e trabalhar em meio às tarefas do dia-a-dia a partir da oração. Tanto a oração como o trabalho querem nos levar para Deus e colocar-nos a seu serviço.

Por este caminho, o lema beneditino ora et labora poder nos ajudar a levarmos uma vida espiritual que não precisa deixar o mundo para chegar a Deus, mas que encontra Deus em todas as coisas ou, para usar as palavras de São Bento, que organiza de tal maneira a vida humana, na banalidade do quotidiano, “que em tudo seja Deus glorificado” (RB 57,9)

Uma sensata alternância e uma equilibrada medida de oração e trabalho são consideradas pelos monges como um bom caminho para Deus. Este caminho nos protege dos exageros e excessos. Os dois pólos fazem parte do homem: a extroversão no trabalho e a introversão na oração. Só quando ambos estão em correta relação um com o outro é que o homem permanece são.

O dia inteiro do monge é marcado pela oração e pelo trabalho. A primazia, em tudo, cabe claramente à oração. “ao serviço de Deus nada deve ser anteposto” (RB 43,3). A importância deste princípio é explicada por São bento quando ele ordena que ao ser dado o sinal para o serviço de Deus deve-se imediatamente deixar de lado o trabalho e acorrer ao Ofício Divino (RB 43, 1).

As formas de oração do monge são: