CAPÍTULO 66 - Dos porteiros do mosteiro

[1] Coloque-se à porta do mosteiro um ancião sábio que saiba receber e transmitir um recado e cuja maturidade não lhe permita vaguear. [2] O porteiro deverá ter a cela junto à porta para que os que chegam o encontrem sempre presente e dele recebam resposta. [3] Logo que alguém bater ou um pobre chamar, responda "Deo gratias" ou "Benedic" [4] e, com toda a mansidão do temor de Deus, responda com presteza e com o fervor da caridade. [5] Se o porteiro precisa de auxiliar, receba um irmão mais moço. [6] Seja, porém, o mosteiro, se possível, construído de tal modo que todas as coisas necessárias, isto é, água, moinho, horta e os diversos ofícios, se exerçam dentro do mosteiro, [7] para que não haja necessidade de os monges vaguearem fora, porque, de nenhum modo convém às suas almas. [8] Queremos que esta Regra seja freqüentemente lida na comunidade para que nenhum irmão se escuse por ignorância.